Contra Reforma - Reforma e Contra Reforma Religiosa, Resumo, Católica

Contrarreforma ou Contra-reforma, também denominada Reforma Católica é o nome dado ao movimento criado no seio da Igreja Católica em resposta à Reforma Protestante iniciada com Lutero, a partir de 1517. Em 1543, a igreja Católica Romana convocou o Concílio de Trento estabelecendo entre outras medidas, a retomada do Tribunal do Santo Ofício (inquisição), a criação do "Index Librorum Prohibitorum", com uma relação de livros proibidos pela igreja e o incentivo à catequese dos povos do Novo Mundo, com a criação de novas ordens religiosas dedicadas a essa empreitada, incluindo aí a criação da Companhia de Jesus.

A Reforma Protestante foi um movimento reformista "cristão" iniciado no século XVI por Martinho Lutero, que, através da publicação de suas 95 teses, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco solas.

Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, e estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.

O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.

Factores favoráveis. Ficou na história com o nome de Reforma o cisma que separou da Igreja Católica boa parte da população europeia. Para ela contribuíram diversos factores. Da parte da Igreja, sobretudo o mundanismo de alguns Papas, as deficiências na formação do “baixo clero”, procedimentos pastorais incorrectos (pregação das indulgências), sentimento popular da necessidade de reforma da Igreja que tardava. Da parte do contexto sociocultural e político, sobretudo a influência do humanismo alemão e holandês (Erasmo), do nominalismo e das seitas (hussistas, valdenses...), a tendência dos príncipes para se emanciparem da tutela eclesiástica e se apoderarem dos bens da Igreja, a perda do sentido de unidade europeia, a passagem de uma economia agrária para uma economia monetária (artesanato e comércio).

A Reforma eclodiu com os protestos dos reformadores, a começar pela publicação das teses de Lutero, monge agostinho, sobre as indulgências (Wittemberg, 1517), condenadas pelo Papa Leão X, que acabou por excomungá-lo (1521). Em 1526, na 2.ª Dieta de Espira, os “estados evangélicos” assinaram um protesto, que veio a dar aos reformados o nome de “protestantes”, de que se orgulham. A Reforma alargou-se a outras áreas, primeiro pela acção de outros reformadores, como Zuínglio (Zurique, 1522) e Calvino (Genebra, 1541); e depois pela política dos príncipes interessados na unidade religiosa dos seus cidadãos. Assim, a Reforma alargou-se a quase toda a Alemanha, Suíça e Países Baixos, países escandinavos (Dinamarca, Suécia, Noruega) e chegou a infiltrar-se na França, Espanha e Itália. A separação da Inglaterra (Anglicanismo) teve origem diferente, na reacção de Henrique VIII à recusa pelo Papa do divórcio por ele pretendido, sem haver, pelo menos no princípio, divergências doutrinais significativas. O Protestantismo e o Anglicanismo passaram depois à América e a outros continentes por via colonialista ou missionária. Dos países que ficaram fiéis a Roma, são de salientar Portugal e Espanha, envolvidos na epopeia dos descobrimentos e da evangelização dos povos de além-mar, embora com momentos difíceis de relacionamento com o Papa pela tendência absolutista dos seus reis.

Contrarreforma ou Contra-reforma, também denominada Reforma Católica é o nome dado ao movimento criado no seio da Igreja Católica em resposta à Reforma Protestante iniciada com Lutero, a partir de 1517. Em 1543, a igreja Católica Romana convocou o Concílio de Trento estabelecendo entre outras medidas, a retomada do Tribunal do Santo Ofício (inquisição), a criação do "Index Librorum Prohibitorum", com uma relação de livros proibidos pela igreja e o incentivo à catequese dos povos do Novo Mundo, com a criação de novas ordens religiosas dedicadas a essa empreitada, incluindo aí a criação da Companhia de Jesus. Outras medidas incluíram a reafirmação da autoridade papal, a manutenção do celibato, a criação do catecismo e semináriose, e a supressão de abusos envolvendo indulgências. A Inquisição e a censura exercida pela Igreja Católica foram igualmente determinantes para evitar que as idéias reformadoras encontrassem divulgação em Portugal, Espanha ou Itália, países católicos.

Perante os cismas protestante e anglicano, cresceu no seio da Igreja fiel a Roma o desejo de que a Igreja entrasse pela via de uma autêntica reforma. Ela, porém, tardou, até que, depois dos Papas da Renascença, encontrou o apoio de Papas verdadeiramente interessados nessa reforma. Surgiu assim a ideia de um Concílio reformador, que se reuniu em Trento, por três períodos, entre 1545 e 1563, com a participação de bispos de grande valor (S. Carlos Borromeu, Beato Bartolomeu dos Mártires…). O Concílio condenou teses erróneas, definiu doutrina e tomou diversas medidas disciplinares, entre as quais a fundação de seminários para a formação do clero. Para a sua aplicação, contou com papas de valor, como S. Pio V (reforma litúrgica, Catecismo do Concílio...) e com a Companhia de Jesus, fundada em 1540, que exerceu extraordinária acção nos campos da defesa do Papado, do ensino da Teologia e das Ciências, e da evangelização dos novos povos. Outras ordens religiosas, renovadas no seu espírito (p.ex., Carmelitas) ou de novo fundadas, deram também preciosos contributos para a autêntica reforma da Igreja.
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